terça-feira, 8 de novembro de 2011

Sweet dreams


Esta noite sonhei com vc, com sexo, com carne, com suor e risadas!
Sonhei que amava, mas não amava.
Não havia paixão, havia tesão!
Sonhei que não haviam cobranças, que não haviam esperanças.
Sonhei que era livre como passarinho, que voa a vontade, mas que conhece seu ninho.
Mas não é preso ao lar, se não sente saudade, basta voar.
Mas no fim, ambos eramos felizes com o que faziamos
Eramos felizes porque viviamos

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Beijo na chuva



Ando descalço na chuva, sinto o cheiro de terra molhada, penso em beijo, em agua quente, e meio sem jeito, penso na gente...

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Cavaleiro de Armadura eu sou...


Em pleno seculo 21 insisto em vestir minha armadura, não para sair e lutar lutas quixotescas, atacar moinhos de vento, mas sim para proteger-me da "poeira do mundo", esqueço de andar armado, acompanha-me, mesmo, apenas um escudo.

Assim como Eric, personagem de desenho animado, o medo me impede de baixar a guarda, nas poucas vezes que vacilei, me machuquei e por isso tenho medo. Defendido por armadura pesada e escudo, não tenho defesas naturais, não me calejei, não sei lidar com os machucados da vida e por isso me apeguei cada dia mais a minha forte e brilhante armadura.
Se visto com pouca atenção, pareço-lhe um nobre guerreiro em armadura reluzente, mas se visto mais de perto, não passo de um ser pequeno e amedrontado, dentro de uma armadura que mal lhe cabe ou sustenta, de tão grande e pesada.
Hoje, peça a peça, me dispo, sinto a brisa bater em meu corpo desnudo, cheio de feridas causadas não pelas batalhas ou pelo mundo, mas pelo uso prolongado de armadura tão pesada, sem trégua em minha luta interna.

Tento me apresentar ao mundo sem placas, sem casca, dói, machuca, mas não quero voltar a vestir este incomodo, não largo meu escudo, com ele me defendo apenas quando quero, posso me esconder, creio q ter esta defesa, tenha valia, mas paulatinamente, pouco, a pouco, estico-me para receber toda a poeira que puder suportar, criar novas feridas enquanto curos as velhas, para calejar este corpo que nunca foi a batalha, mas guarda muitas marcas e quem sabe um dia jogo, também, este velho escudo fora.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Teatro de MASCARAS



Mascaras e mais mascaras, num emaranhado de rostos e caretas. Olhares, expressões e cicatrizes, marcas do tempo e da luta,  da dor e da alegria, chôro no lugar do riso e riso quando se espera chôro, no fim das contas de tanto fingir ser quem nunca foi, não se sabe mais quem se é!

A cada mascara que é jogada fora encontra-se uma outra pregada no rosto, e pior, sempre descobre-se que a anterior não foi completamente retirada e por fim cria-se um mosáico de faces, com um pedaço de expressão para cada momento, sentimento, expressões socialmente corretas e emocionalmente discretas, que permitem passar despercebido, ou percebido como se quer, apenas mais um papel, atuação brilhante ou critica cega que não percebe que a cada palavra sincera é acompanhada de mentiras. Não que o intimo minta, não que a face embaixo de todas as mascaras seja uma fraude ou uma farsa, longe disso, mas como pode existir sinceridade sem auto-conhecimento?


Sabendo apenas o que quer ser, querendo ser tudo aquilo que não é e, quando algo novo é descoberto, quer ser isto também! Por fim quer tudo, seja porque não saber o valor do que já tem, seja porque realmente não tem o que sempre quis.

Quer um rosto novo, uma face que seja própria, real, mas também quer a face alheia e nisto talha mais uma mascara incômoda para um rosto calejado de tanto usar mascaras, um rosto que já esqueceu a própria forma.

Mascaras em cima de mascaras, resta o questionamento se por baixo delas há um rosto a ser exibido ou se não passa de um teatro de mascaras...

domingo, 11 de setembro de 2011

A Verdade Nua e Crua

Hoje eu assisti a uma formatura de Comunicação Social, com habilitação em jornalismo!

O nome é bonito, no fim todo mundo saiu se dizendo jornalista, então quem sou eu para discordar.

Mas um aspecto abordado em diversos discursos me intrigou: a importancia, ou mesmo obrigação, do jornalista em apresentar a VERDADE!

Eu vejo uma questão até filosófica acerca do conceito de verdade, ou mesmo da sua existência!

Em minha graduação aprendi que existem verdades, que são pessoais e circunstanciais, que no direito busca-se o que chamamos de verdade dos fatos, que nada mais é do que uma verdade apróximada, ou algo do gênero, alcançado através da dialética, eu conto minha verdade, apresento minhas provas, minhas testemunhas, você faz o mesmo e o juiz decide onde está a verdade dos fatos, que pode pender mais pra minha verdade ou pra sua, mas não creio que se aproxime de uma VERDADE UNIVERSAL.

Em minha religião aprendi um novo conceito de verdade pessoal, diferente do que aprendi na faculdade, mas com algumas similaridades. Assim como na verdade acadêmica, a verdade pessoal que aprendi a me relacionar de forma religiosa trata-se de um conjunto de ideias individuais, exclusivamente sua, que, apesar de tocar a verdade do outro, altera-se apenas o quanto se permite alterar. Segundo o que entendo sobre verdade pessoal, tudo aquilo que eu acredito e que eu sinto que é verdade, o é, ao menos para mim! E esta verdade é a mais importante. O que não quer dizer que devo ter um conceito firmado e engessado sobre tudo, ao contrário, devemos estar sempre atentos para as novas possibilidades que se apresentem, para mudarmos nossa verdade pessoal e crescermos dentro deste processo.

Dentro desta análise, como pode um jornalista se arvorar em dizer a VERDADE?

Depois de alguns instantes de análise, cheguei a conclusão de que todos aqueles que afirmaram ser obrigação do jornalista falar a verdade deveriam substituir seu discurso por algo que dissesse que jamais um jornalista iria vincular uma noticia sabidamente falsa, o que entendo ser totalmente diferente de falar a verdade.

Desta forma, falo aqui a unica verdade que interessa ao meu microverso, a minha verdade pessoal, espiritual e jurídica, talvés até mesmo jornalistica!